Certificados disponíveis.
Clique para acessar a área de impressão!



Anais disponíveis.
Clique para visualizar os resumos!


Discussão Temática

24/11/2023 - 09:00 - 11:00
DT 24 - Uso de sistemas de informação para o planejamento das ações de Vigilância Sanitária (B)

48419 - VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA HOSPITALAR DE DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS, COMORBIDADES EM PACIENTES CIRÚRGICOS, E INTERVENÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA
MARINA COCCO FARIA - UERJ, PEDRO GUIMARÃES COSCARELLI - UERJ, MARIA CLARA ALVES PACHECO - UERJ, FATIMA NAPOLEÃO - UERJ


Introdução: A redução de risco cirúrgico operatório envolve a avaliação dos riscos inerentes do procedimento cirúrgico, a capacidade funcional, e a morbidade pré-operatório do paciente. As informações da vigilância epidemiológica hospitalar de doenças e agravos não transmissíveis podem ser utilizadas para identificar as comorbidades/fatores de risco pré-operatórios mais comuns e servir como ferramenta de gestão para organizar a avaliação e a intervenção pré-operatória em uma unidade hospitalar. Método: As comorbidades foram extraídas do prontuário eletrônico de todos pacientes listados nos mapas cirúrgicos diários, durante um mês, em um hospital universitário geral. Resultados: Analisamos as comorbidades/fatores de risco em todos os pacientes que foram submetidos a cirurgias durante um mês, correspondendo a 1.234 cirurgias. Quando classificadas pelos capítulos da CID10, os códigos mais frequentes estavam no capítulo I (doenças cardiovasculares, N=390), capítulo E (doenças endocrinológicas, N=210), capítulo F (transtornos psiquiátricos, N=156) e capítulo N (doenças renais, N=78). As comorbidades específicas presentes em 20 ou mais cirurgias foram: hipertensão arterial sistêmica (N=283), diabete melito (N=135), doença renal crônica (N=36), e doença arterial coronariana (N=21). As comorbidades do capítulo F estão distribuídas em diversos diferentes diagnósticos. Entre os fatores de risco, os mais frequentes foram tabagismo/ex-tabagismo (N=116), etilismo (N=23) e obesidade (N=20). Todas as comorbidades mais frequentes podem ter abordagens farmacológicas. Entretanto, hipertensão arterial sistêmica e diabete melito destacam-se pela importância das abordagens não-farmacológicas como dieta e atividades físicas. Também na doença arterial coronariana, as intervenções em reabilitação cardíaca e exercício físico terapêutico têm efetividade na redução de morbidade e mortalidade. Conclusão: A análise de pacientes cirúrgicos a partir de ferramenta de vigilância epidemiológica hospitalar sugere que intervenções pré-operatórias para redução de risco incluindo não somente profissionais de medicina para intervenções farmacológicas, mas também profissionais de enfermagem, nutrição, fisioterapia e educação física, tem potencial para redução do risco operatório.


Realização:




Apoio: